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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A Primeira Esposa (Sara Rummer)



Titulo: A primeira esposa 
Autora: Sara Rummer
Editora: Sara Rummer

Sinopse:

Jamile, uma mulher marcada por um passado vergonhoso. É mandada por seus pais para Marrocos, onde ela viverá com seu tio Ali Abdul Aila.
Malvista por eles é forçada a trabalhar na casa como empregada. Um mal-entendido a coloca em maus lençóis. Surge então, Said Farrah Haji que se torna seu salvador.
Amargo engano, pois a tirania só começou...

Resenha:

Há mais de dois meses entre os cinco livros mais vendidos no Amazon..
Dica inicial, este livro é uma continuação do livro A segunda esposa, então caso não tenha lido o primeiro pode ocorrer algumas duvidas durante a leitura, agora se você esta na duvida do porque não resenhei o primeiro, a resposta é simples: Não gostei! Achei uma história sem profundidade e o casal não me conquistou, mas indo para o livro dois...
Demorei um pouco para fazer a resenha, pois estou com uma baita dificuldade para me despedir da Jamile. Virei bff dela ao decorrer do livro. 

"Eu joguei meu casamento fora. Destruí com minhas próprias mãos".

Na história vemos a transformação de corações partidos.
Jamile era uma víbora no livro anterior, A primeira esposa  começa com ela mudada,  gostei de cara, pois o livro não se arrasta na transformação dela.

" Aprendi o silencio com  os faladores, a tolerância com os intolerantes. a bondade com os maldosos..."
 
 Ela vive dias de cão morando com os tios, de verdade não merecia tanta maldade. Ainda bem que logo Said chega e a resgata, porém Jamile já não sabe se é uma coisa boa ou não ir morar com o bárbaro Sheik.

Said é um homem incrível, porém tem seus problemas sentimentais, uma carga bem pesada e  acrescentar uma mulher com o passado de Jamile está bem longe dos seus planos.

"Essa mulher estava me atingindo de uma maneira estranha. Era uma briga de sentimentos dentro de mim. Num momento eu a queria, em outras a desprezava..."

Mas  quando  é para ser não há nada que impeça e esses dois são lenha e fósforo, aí  bota fogo nisso!
Durante a leitura foi impossível não sentir os medos e receios de ambos, as dúvidas de Said e a dor de Jamile os tornam personagens vivos e brilhantes. 

Edição:

A escrita é brilhante, o livro tem uma evolução bem pautada, transcorrendo no tempo certo, assim como o final fecha com chave de ouro a narrativa.
Encontrei alguns erros de português, mas de verdade não atrapalha a leitura. Se por um lado há esses pequenos erros, a diagramação é ótima.
Eu não recomendo a leitura a pessoas que tenham problemas no canal lacrimal, pois as lágrimas são quase inevitáveis, mas garanto que você terá tanta dificuldade quanto eu para dizer adeus a Jamile e Said.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Quem somos

Matheus Andrade


Um leitor antes de qualquer outra coisa, cuja única idolatria é a do deus Saramago. Passo o dia inteiro labutando - vivo nas horas vagas. Se perguntarem-me, digo que sou materialista. Mas no escurinho inescrutável dos devaneios, os ideais e os sonhos inalcançáveis me dominam.



Monique Neves


Carioca que ama viajar, fotografar, cozinhar, praia e artesanato. Ler é um delicioso hobby. Meus gêneros preferidos são fantasia e romances (de todos os tipos). Ainda hei de escrever meus livros.



Vanessa Duarte




Apaixonada por ler, super herois e vive para estudar. Troca qualquer coisa por uma viagem. Gênero favorito? Atualmente romance, fantasia, sobrenatural e principalmente distopia infanto-juvenil

domingo, 14 de janeiro de 2018

A Estrada da Noite (Joe Hill)

Primeiras Impressões:

Estou felicíssimo por começar as minhas colaborações para o blog Alfarrábios Literários. A chave com a qual abri as portas deste recinto é de ouro. Afinal, o escritor tema desta resenha nasceu no melhor berço possível para quem tem o lúdico sonho de tornar-se escritor. Refiro-me a Joe Hill, filho de Stephen King. Entretanto, a maioria o conhece de uma forma não tão mesquinha; portanto, da forma correta — como um ótimo escritor de histórias de terror.
Além disso, não podemos esquecer que a obra de hoje foi escolhida por ser de um dos gêneros mensais da maravilhosa lista da Aliança dos Blogueiros do Rio de Janeiro, ou seja, do horror. Tem muito mais autores e gêneros legais vindo por aí! Afinal, este é apenas o primeiro mês do ano...

Sinopse:


O livro tem como protagonista um astro do rock aposentado que acaba de completar cinquenta anos. Judas Coyne (vulgo Jude) seria uma pessoa perfeitamente normal, não fosse a sua coleção de itens macabros. Para se ter uma ideia, tais objetos vão, de um tabuleiro de xadrez usado pelo mago Aleister Crowley em sua infância, até um crânio perfurado de um camponês do século XVI (que ele usava como guarda-canetas). O gatilho do romance gira em torno de quando o roqueiro adquire um paletó de origem duvidosa como novo item para a sua estranha compilação.
Jude tem um passado conturbado. Seu pai o traumatizou de várias formas diferentes e ele o odeia com força. Foi abandonado por sua ex-esposa e se arrepende da forma não só de como a tratava, mas também do que fazia com a ex-namorada Anna, que — ele descobre, estupefato, logo no início — se suicidou não muito após o perturbado término.
O ex-músico foi avisado de que não seria uma boa ideia obter o novo item, uma vez que o paletó só estava sendo vendido por ter atormentado a netinha do morto e ela não ter quisto mais dormir sozinha de jeito nenhum. Por isso, ter a peça não traria bom agouro, mas uma maldição. Ele, porém, apesar de colecionar artefatos cadavéricos e afins, não acredita em algo sobrenatural — amontoa coisas do tipo apenas por um gosto bem pessoal e estranho, não por ser um tipo ocultista meio satânico. Pelo contrário, ficou com mais vontade ainda de comprar o tal paletó pois assim teria a publicidade de ter em sua posse um poltergeist.
O que acontece na prática é que, logo à chegada do paletó (numa caixa no formato de coração), coisas estranhas começam a acontecer, como brincadeiras medonhas pelos recantos de sua sinistra casa. Não demora muito para que os acontecimentos (aparentemente sobrenaturais) se aprofundem e fujam a qualquer controle. Neste momento outro componente começa a ser desenvolvido e muito bem: o namoro do astro com Georgia. Ela é uma linda mulher, bem mais jovem do que ele, e permanece ao lado do velho mesmo que os dois não consigam se livrarem do espírito do velho morto. Aparentemente, ele não quer repetir os erros do passado.
Jude não demora muito a perceber, após chafurdar pela trajetória atravessada pelo antigo dono do paletó, que ele tem surpreendente uma ligação com o seu próprio passado. É aí que a história fica ainda mais alucinante e os mistérios vão se revelando.

A edição:


A edição brasileira ficou por conta da Editora Arqueiro. Merece crítica negativa no sentido de que a fonte é muito pequena, fato que incomoda a qualquer pessoa que, como eu, não tem as vistas afiadas. Apesar disso o exemplar, ainda que simples, esteticamente é bem legal, o que é um ponto positivo. Possui uma linda numeração dos capítulos entreposta em corações negros, simbolizando a caixa em formato de coração na qual chegou o paletó.

O que ficou do que passou:


O livro, em minha concepção exageradamente leiga, não é nem prova de nenhum milagre roteirístico nem uma obra-prima literária, contudo é um belo (adjetivo inadequado, eu sei) livro de terror. Joe Hill é um escritor extremamente criativo no uso de detalhes mirabolantes. Tem uma característica muito interessante e bem elaborada, que é a de criar várias estorinhas que cercam tanto os personagens principais quanto os periféricos, o que faz a leitura valer muito à pena.
Tenho bastante carinho por ele, sobretudo pelo fato de ter sido o segundo romance que li — há não tão longínquos cinco anos, quando eu tinha quinze  —, e que efetivamente provocou pela primeira vez uma verbalização clara em minha mente (e esta primeira vez a gente nunca esquece): “caraca, quero ler pelo resto da minha vida!”. Alguns dizem que precisamos daquele livro para começarmos a amar a leitura. O meu foi este. E o seu?


Essa resenha faz parte do Clube de Temas que no mês de Janeiro está abordando o tema Terror. Leiam também as resenhas dos outros blogs participantes. Links abaixo.
A  Menina que comprava livros:
A Pedra Pagã (Nora Roberts)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

1º capítulo de Ainda Sou Eu (Jojo Moyes)


O mais novo livro da Jojo Moyes só será lançado em Fevereiro mas já dá pra saber um pouquinho de como ele é.

Sinopse

Sequência dos romances Como eu era antes de você e Depois de você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda sou eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.
Lou Clark chega em Nova York pronta para recomeçar a vida, confiante de que pode abraçar novas aventuras e manter seu relacionamento a distância. Ela é jogada no mundo dos super-ricos Gopnik - Leonard e a esposa bem mais nova, e um sem-fim de empregados e puxa-sacos. Lou está determinada a extrair o máximo dessa experiência, por isso se lança no trabalho e, antes que perceba, está inserida na alta sociedade nova-iorquina, onde conhece Joshua Ryan, um homem que traz consigo um sopro do passado de Lou.
Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, ela tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida. E, quando a situação atinge um ponto crítico, ela precisa se perguntar: Quem é Louisa Clark? E como é possível reconciliar um coração dividido?
Quer mais?
Clica AQUI  e leia em primeira mão o 1º capítulo 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dezesseis( Rachel Vicent )

Dezesseis ( Rachel Vicent)



Titulo: Dezesseis
Autora: Rachel Vicent
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 240
Sinopse: 

Em um mundo em que todos são iguais, uma garota se destaca por sair do padrão. Uma história promissora e de ritmo acelerado, escrita por Rachel Vincent, autora best-seller do The New York Times.
Nós temos cabelos castanhos. Olhos castanhos. Pele clara. Somos saudáveis, fortes e inteligentes. Mas só uma de nós já teve um segredo.”
Dahlia 16 vê seu rosto em toda multidão. Ela não tem nada de especial – é apenas uma entre as outras cinco mil garotas que foram criadas visando o bem da cidade. Ao conhecer Trigger 17, porém, tudo muda. Ele a considera interessante. Linda. Única. Isso significa que ele deve ser defeituoso.
Quando Dahlia não consegue parar de pensar nele – nem resistir a procurá-lo, ainda que isso signifique quebrar as regras – ela percebe que deve ser defeituosa também. Mas, se ela for defeituosa, todas as idênticas também são. E qualquer genoma com defeito descoberto deve ser recolhido. Destruído. Ser pega com Trigger não apenas selaria o destino de Dahlia, mas o das cinco mil garotas com o mesmo rosto. No entanto… e se Trigger estiver certo? E se Dahlia for mesmo diferente? Subitamente, a garota que sempre seguiu todas as regras começa a quebrá-las, uma a uma…
Resenha:

Um livro surpreendente!
Confesso que enrolei muito para ler o livro,  não estava nem um pouco animada. Estou saturada de livros cópias  de outros livros, coisa bem frequente na ficção científica.
Adoro quando erro e desta vez , errei feio!
O livro é inteligente e   criativo, abordando temas importantes em nossas vidas, como:
 Sou mais um na humanidade?
 O que me torna diferente dos outros?
 Quais os valores que usamos para julgar outras pessoas?
A trama se baseia na idéia de clones, onde todos que nascem no mesmo ano recebem as mesmas características tanto físicas quanto personalidade.
Dentre tantas meninas iguais Dhalia 16 pode até ser parecer fisicamente com as outras mas a diferença acaba aí. Ela tem uma personalidade própria, desejos e sentimentos. Estas alterações se  revelam  ainda mais forte quando ela conhece Trigger 17, um soldado em sua fase final de treinamento, Dhalia descobre ter sentimentos pelo rapaz( rapaz é bondade ele é um super gato). Ao perceber a recíproca dos sentimentos ambos entram em uma zona perigosa cheia de desafios,  incertezas e muitos perigos.
Dezesseis é um daqueles livros para se devorar( dica: não começe a ler após as 22:00, porque se começar já era sua noite de sono,kkk). O livro tem todos os elementos esperados para o gênero.
Difícil não dar spoiler , pois minha vontade é de contar tudo, pois o final é surpreendente, estou até agora em choque...
PS: Tem spoiler na foto,kkk ( para entender tem que ler!)

Personagens:

Dhalia 16 me irritou um pouco no começo, a falta de insegurança dela me deu vontade de dar umas chacoalhadas nela, porém ela realmente se preocupa com os outros, é uma garota boa e que progride durante o livro.
Agora o Trigger, ele ARRASA. O cara é marrento, protetor, um gênio e apaixonado. O bom humor e o positivismo dele é contagiante.

A narrativa é impecável, assim como a diagramação, estou apaixonada pela escrita da Rachel Vicent.
Mal posso esperar pela continuação.
Se você não leu? Junte  suas moedinhas e compre o livro pois vale muito a pena.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Clube de Temas 2018



Ano Novo, novos desafios.

O nosso blog foi convidado a participar do Clube de Temas 2018. 

Mas... o que é o Clube de Temas e como ele vai funcionar?

A cada mês um grupo de blogs irá ler e resenhar um livro qualquer que aborda um gênero literário específico.

Ficou assim definido os gêneros literários...

Janeiro: Terror
Fevereiro: Erótico
Março: Policial
Abril: Distopia
Maio: Fantasia
Junho: Romance
Julho: Biografia
Agosto: Sick Lit
Setembro: Hot
Outubro: Infanto Juvenil
Novembro: Suspense
Dezembro: Contos

Gostou? Participe também mas não esqueça de colocar a #clubedetemas 😉


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Os Escolhidos: Fumaça Vermelha

Os escolhidos: Fumaça Vermelha.


Autora: Michelly Melo.
Editora: Constelação, 1a edição.
Páginas: 221

Sinopse:
Uma descoberta pode mudar tudo.

Liz, vivia uma vida normal na cidadezinha de Heaven Valley. Aos 18 anos, seu tempo era dividido entre o trabalho de garçonete e a escola.

Tudo isso mudou completamente ao conhecer John, um jovem misterioso, e descobrir que tudo o que sabia sobre si mesma e sua família não era verdade. 
Ao entrar nessa nova realidade de seres com poderes e criaturas mágicas, Liz terá que lutar por si mesma e pelo seu povo, mas ela será corajosa o suficiente para enfrentar os desafios que virão.


“Recuperei o meu fôlego e continuei a chorar. Minha pele estava pegando fogo com uma mistura de medo, ódio e mais medo.”

Resenha 

Elizabeth ou melhor dizendo Liz foi criada pela avó desde a morte dos pais e avô, parece triste né? Mas garanto que ela tem a melhor vovó do mundo. 

Vivendo em uma cidade pequena onde sua única amiga foi embora e sem certeza de qual faculdade estudar, Liz se vê trabalhando em uma lanchonete, é tudo bem clichê, até entrar pela porta da o rapaz com os olhos mais incríveis do mundo, John passa a ir todos os dias pedir um café e ficar lá por um bom tempo sem falar ou fazer nada. " O perseguidor "como Liz  apelidou muda o mundo da nossa heroínas completamente ao revelar todo segredo que os cerca, a partir destas revelações é só tiro, porrada e bomba, kkk. 
Em meio a toda essa loucura Liz se vê cercada de amigos, mistérios,  perseguições , mortes e muitos, muitos beijos fofos.


Personagens:

Liz é uma heroína fantástica pois mesma com tantos dons ela é exatamente como nós pobres humanos, os dramas e inseguranças a acompanham constantemente, mas ela não se deprime, ao contrário, reage com mais força e atitude, adorei sua disposição e a capacidade de aceitar o novo.

John, a ele não existe! Sério o cara é demais! Lindo, altruísta, sensível, valentão, apaixonado e protetor. Quem não quer um John na vida?
Já os novos amigos de Liz trazem frescor para o drama , como disse anteriormente é ótimo ver gente de verdade sendo retratada. 
E vovó é a cereja do bolo. Sabe aquela avó doce, franca e que apóia? Só ela para me arrancar lágrimas.


Opiniões finais 

A narrativa prende o leitor em todos os momentos, porém achei um pouco corrida, nada que atrapalhe a leitura, mas entendo a ansiedade da autora para chegar ao clímax.

Não encontrei erros de grafia e ressalto a boa diagramação do livro.
Ressalto aqui a evolução dos autores brasileiros no gênero. Michelly é a prova de que nos brazucas podemos tudo.
Agora é aguardar o livro dois e torcer para ser ainda melhor.